Os melhores e os piores shows do Lollapalooza 2026... Os destaques e as decepções do festival

  • 23/03/2026
(Foto: Reprodução)
Lorde empolga público do Lollapalooza com o hit “Royals” A décima terceira edição do Lollapalooza reuniu 285 mil pessoas no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, somando os três dias de festival: sexta (20), sábado (21) e domingo (22). O line-up desta edição contou 71 artistas, sendo 17 estreantes no país, 38 nacionais e 33 atrações internacionais. O line-up deste ano comprovou que o Lollapalooza Brasil ainda tem cacife para trazer os nomes "do momento" ao país. A maior parte dos headliners está em alta em todo o mundo, sendo atrações muito procuradas não só pelo Lolla, como por festivais como o Glastonbury e o Coachella. Abaixo, o g1 elege os destaques positivos e negativos do line-up. As listas foram feitas com base nos 18 reviews do g1, que fez a cobertura dos principais shows do Lollapalooza. Os critérios levam em conta não só a relevância e talento de cada artista. A apresentação no festival, a reação da plateia, a escolha do setlist, a execução das músicas e a parte técnica da performance também são fatores considerados nos rankings. NÃO CONCORDA? Vote no seu show preferido Os melhores do Lollapalooza 2025 10°) Riize RIIZE no segundo dia de Lollapalooza 2026 Guilherme Lucio da Rocha/g1 O Lollapalooza Brasil teve seu primeiro show de k-pop com a banda RIIZE. Mas poucas pessoas estiveram na plateia do Palco Flying Fish para acompanhar a apresentação. Marcado para começar às 21h30, mesmo horário da atração principal do dia, Chappell Roan, estrela do Palco Budweiser, a performance do sexteto sul-coreano foi marcada por uma apresentação bem construída, com uma banda impecável, dança e flow encaixados, aliando uma mistura estética do pop e do rap. O grupo é “novato”, tendo debutado em 2023. O sexteto é formado por Wonbin, Anton, Shotaro, Sungchan, Eunseok e Sohee. Seu primeiro álbum completo, “ODYSSEY", foi lançado em maio de 2025. Durante o show, o sexteto gastou todo seu parco vocabulário em português. “Oi”, “Muito prazer”, “Galera linda” e “Estão se divertindo bastante” foram algumas das frases repetidas pelos integrantes. Adaptada para um festival, a apresentação teve momentos claros de aceleração. Faixas como “Show Me Love” e “Love 119” ficaram só no refrão. Leia mais sobre o show de Riize. 9°) ⁠Turnstile POV na roda durante show do Turnstile A primeira vez que a banda Turnstile pisou no Brasil com seu hardcore “made in Baltimore”, EUA, foi em 2016. Dez anos depois, com muito mais elementos adicionados ao repertório que dialoga com o eletrônico e o pop, a nova sensação do rock fez um show de gente grande na noite deste domingo (22) no Lollapalooza Brasil. A bateria ligeira e forte de Daniel Fang (que, com certeza, pegou umas dicas com Travis Barker durante a turnê em parceria com o blink-182) é o ponto alto da (ótima) banda. Mesmo estando do ladinho de Nova York, o grupo tem muito mais influência do hardcore nascido do outro lado dos EUA, o californiano. Logo na música de abertura, "NEVER ENOUGH", o público acendeu os primeiros sinalizadores — que se tornaram marca registrada em shows a céu aberto e com mosh-pit. As baladinhas meio pop rock como "I CARE" e "SEEIN' STAR" conduziram bem a plateia na parte mais dançante da apresentação, com o público respirando e cantando bem alto. Leia mais sobre o show de Turnstile. 8°) Blood Orange Blood Orange se apresenta no Lollapalooza 2026 Fabio Tito/g1 O inglês Dev Hynes, também conhecido como Blood Orange, é o tipo de artista queridinho por ser introspectivo. Dele, ninguém espera firula, só um show cuidadoso – exatamente o que ele entregou nesta sexta (20) no Lolla. Muso dos sentimentais alternativos (Hynes já trabalhou com artistas de Solange Knowles a Lorde), o músico quase não falou com a plateia e preferiu conversar pela música. Atraiu fãs apaixonados com suas canções sensíveis e suingadas, ali entre o R&B, jazz e rock alternativo. Leia mais sobre o show de Blood Orange. 7°) Doechii Lollapalooza 2026: Doechii canta Anxiety Doechii estava em dívida com a gente e sabia disso. Em 2024, a cantora desmarcou o que seria seu primeiro show no Brasil, sem muita explicação. Ficou para esta sexta-feira (20), mais de um ano depois, no Lollapalooza 2026. Vestida de cigana, a rapper entrou dominando o palco, com cenário, bailarinas e vídeos “místicos”. Apesar da estética tranquila, Doechii nunca desacelerou: entoou flows afiados, rebolou, interagiu com a câmera e ainda sobrou tempo pra acariciar as bailarinas. Leia mais sobre o show de Doechii. 6°) Skrillex Skrillex toca Where Are Ü Now no Lollapalooza Ícone do dubstep, Skrillex é pioneiro de uma sonoridade mais agressiva. Ele já foi considerado “barulhento demais” para fãs do Lolla, festival que começou no indie rock. Mas os tempos mudaram e ele também. O DJ ficou mais polido e mainstream com o tempo, enquanto o público também o alcançou. Hoje, ele cabe bem no festival, reunindo uma multidão que inclui até fãs de pop. Neste sábado, o DJ chegou bem equipado com luzes e muitos efeitos pirotécnicos. De modo geral, raramente desacelerou o beat, mantendo um ritmo frenético até o fim. Entre faixas próprias como “Push” e “Move Ting”, ele fez um aceno ao Brasil, incluindo “Puta que Pariu”, música com MC Dricka. A apresentação ainda teve direito aofunk, reggae e Whitney Houston. Leia mais sobre o show de Skrillex. 5°) Chappell Roan Chappell Roan toca 'Good Luck, Babe!' no Lollapalooza Na despedida de sua “The Visions of Damsels & Other Dangerous Things Tour”, Chappell provou que é uma performer indicada para multidões. A cantora americana de 28 anos é 100% capaz de comandar uma plateia de 85 mil pessoas, como neste sábado (21). Faz isso sem esforço, rimando teatralidade com naturalidade. Só assistindo ao vivo para entender como uma artista pode emular um líder de banda de glam metal dos anos 80 e não fazer disso uma paródia barata. É exagero dizer que Chappell canta metal para crianças e jovens adultos? Provavelmente, mas não deixa de ter certo sentido. Uma certeza prevalece: ela é uma cantora pop que parece ter uns 10 anos de carreira e discografia extensa. Leia mais sobre o show de Chappell Roan. 4°) Sabrina Carpenter Sabrina Carpenter canta 'Espresso' no Lollapalooza 2026 Mesmo depois de diversas apresentações no Brasil nos últimos dez anos, dá para dizer que Sabrina Carpenter realizou seu primeiro show de verdade no país nesta sexta-feira (20), no Lollapalooza 2026. E que baita show. O único momento que destoou um pouco do clima de alegria e liberdade feminina foi protagonizado por Luísa Sonza. A cantora participou da música "Juno", contracenando em uma parte do show na qual Sabrina "algema" uma pessoa da plateia que ela escolheu. Quando apareceu no telão a popstar brasileira foi vaiada por grande parte do público. É como se as experiências – todas passagens anteriores ao sucesso estrondoso de "Espresso", que grudou na cabeça de todo mundo em 2024 – tivessem maturado a cantora americana que subiu ao palco agora e provou merecer o recém-adquirido status de popstar. Leia mais sobre o show de Sabrina Carpenter. 3°) Tyler, the Creator Público do Lolla faz coro no hit ‘See You Again’ de Tyler, The Creator Headliner sem muito privilégio, Tyler, The Creator fechou o Lollapalooza Brasil 2026 neste domingo (22) com um show muito divertido, cheio de love songs, dança e um publico bem menor que Sabrina Carpenter e Chappell Roan, cantoras que fecharam o Palco Budweiser nos dias anteriores. O rapper norte-americano começou sua apresentação com parte do público ainda chegando após assistir à Lorde no Palco Samsung Galaxy. Com o passar do tempo, o espaço foi sendo preenchido, mas ainda teve uma parte considerável de fãs que preferiu assistir ao girl group KATSEYE, que se apresentou no mesmo horário, mas no Palco Flying Fish. Leia mais sobre o show de Tyler, the Creator. 2°) ⁠Lewis Capaldi Lewis Capaldi canta Someone You Loved no Lollapalooza Lewis Capaldi já passou por maus bocados, mas seu show no Lollapalooza neste sábado (21) foi prova de que ele está bem. O cantor transformou seu repertório de baladas confessionais em uma apresentação que uniu bom humor e potência vocal. Com som bem equalizado e arranjos minimalistas, o que se ouviu foi um bom show de pós-britpop emocionado e romântico. O escocês de 29 anos passou pelo Autódromo de Interlagos, em São Paulo, em mais um show da turnê que começou após uma pausa de dois anos. Ele precisou interromper a carreira em junho de 2023 para tratar a síndrome de Tourette. Leia mais sobre o show de Lewis Capaldi. 1°) Lorde Lorde canta 'Supercut' no Lollapalooza 2026 Lorde cresceu com os fãs para quem se apresentou neste domingo (22), no Lollapalooza. De tempos em tempos, vem ver como a gente está, e vice-versa. A artista já veio ao Brasil em todas as suas fases: em 2014, como a adolescente deslocada de "Pure Heroine"; em 2018, mais visceral e dramática no "Melodrama"; no icônico Primavera Sound 2022, no psicodélico "Solar Power" (ainda que hoje, no show, ela tenha esquecido que essa foi a última vez). Agora, trouxe uma versão do show da “Ultrasound Tour”, que promove o disco “Virgin”. Foi recebida no Lolla por uma multidão gigantesca, a maior que o palco secundário viu neste festival. Uma das artistas mais influentes de sua geração, Lorde se fez por refletir seu próprio tempo nas suas composições. O mais impressionante é que isso não fica só nas músicas: a cada apresentação, ela tira novos coelhos da cartola. Não há artista como ela, e nenhum show igual ao outro. Se continuar assim, Lorde nunca vai ficar sem público por aqui. Leia mais sobre o show de Lorde. Os piores shows do Lolla 2026 5° pior - Edson Gomes Edson Gomes se apresenta no Lollapalooza 2026 Fábio Tito/g1 O nome de Edson Gomes na terceira linha do cartaz do Lollapalooza 2026 foi bastante celebrado pelo público quando anunciado em agosto de 2025. Não só pela inserção do reggae no line-up do festival (algo bastante raro na história do Lolla), mas principalmente pelo reconhecimento ao artista de mais de cinco décadas de carreira. Mas a celebração não refletiu no ao vivo e reverteu somente em uma plateia vazia e que misturava jovens fãs, que carregavam a herança musical dos pais, e o público roqueiro, que finalizava o show dos Deftones no palco que ficava ao lado do Flying Fish, onde Gomes se apresentou na noite desta sexta-feira (20), no Autódromo de Interlagos em São Paulo. Leia mais sobre o show do Edson Gomes. 4° pior - Marina Marina se apresenta no Lollapalooza 2026 Globo Figurinha carimbada no Lollapalooza Brasil, Marina (ex-and the Diamonds) fez seu terceiro show no festival brasileiro. Foi um nítido acerto de curadoria. A artista galesa subiu no palco principal à tarde, horas antes de Chappell Roan, e foi recebida por uma multidão alegre e dançante. O show deste Lolla privilegiou "Princess of Power", disco atual, com a sonoridade que a consolidou. Tem o canto agudo meio operístico, os sintetizadores, o repertório dançante. Também entraram sucessos mais antigos como "Bubblegum Bitch" e "Froot", que entusiasmaram mais a plateia. Leia mais sobre o show de Marina. 3° pior - Deftones Lollapalooza 2026: Deftones toca Change (in the house of flies) O show do Deftones no Lollapalooza na noite desta sexta-feira (20) demorou, engatou uma segunda marcha e… ficou nisso. Fechando o palco Samsung Galaxy no primeiro dia de evento, a banda entregou uma apresentação aquém das expectativas. Vindo de um álbum revigorante e mostrando porque é uma das poucas bandas geracionais do nu-metal que segue (bem) na ativa, o grupo não conseguiu empolgar para além do esperado num show de rock. Leia mais sobre o show do Deftones. 2° pior - Interpol Interpol se apresenta no Lollapalooza 2026 Rafael Peixoto/g1 Banda criada no fim dos anos 90, o Interpol encontrou uma plateia dedicada para curtir seu som, sempre entre o pós-punk sombrio e o indie rock dançante, nesta sexta (20) de Lollapalooza, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. De cabelo lambido e movimentos econômicos, Paul Banks fez lembrar o Kings of Leon. As duas bandas entregam pouca interação e "som de CD". O Interpol seria um Kings of Leon triste e um pouco mais indie? Talvez. Leia mais sobre o show do Interpol. 1° pior - Addison Rae Addison Rae faz 'striptease' no hit Fame Is a Gun no Lollapalooza 2026 Ex-estrela do TikTok, Addison Rae estreou nos palcos do Lollapalooza Brasil neste domingo (22). Se estava tímida, não pareceu. A cantora entrou ao som de "Fame is a Gun", de casaco e peruca, e logo tirou – revelando que usava pouco mais que uma lingerie brilhante. Em seguida, engatou um rebolado ao som de um remix funk. Addison mostrou que não tem muito medo de arriscar e, acima de tudo, tem boas músicas e referências. Neste show, a cantora seguiu o molde de Britney Spears, tanto nos trejeitos de garota ingênua e sensual, quanto na performance… e muito playback. Leia mais sobre o show de Addison Rae.

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2026/03/23/os-melhores-e-os-piores-shows-do-lollapalooza-2026-os-destaques-e-as-decepcoes-do-festival.ghtml


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